Publicado por: goretef | agosto 26, 2013

Ditadura do alimento

Inimiga nº1 dos transgênicos, física indiana denuncia ditadura da indústria alimentícia

Publicado por: goretef | julho 19, 2012

Alvorada na praia de Manaíra

Publicado por: goretef | julho 19, 2012

Colhemos o que plantamos

”Numa só semente de trigo há mais vida do que num montão de feno.”

Khalil Gibran

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Quem souber, peço que me informe o autor desta imagem.

Uma notícia divulgada nesta semana pela revista Veja dará muito o que  pensar, e fará muita gente tomar consciência.

Aliás, apenas os inconscientes fazem questão de se enganarem, de tirar/levar vantagem da natureza.

Por nossa mentalidade antropocêntrica, sempre preferimos pensar que só os “serisumanos” teriam consciência, não é verdade?.

Philip Low: “Todos os mamíferos e pássaros têm consciência”

Pois Philip Low, neurocientista canadense, e mais 25 neurocientistas de todo o mundo, assinaram um manifesto (documento divulgado no último sábado (7), em Cambridge) afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. O manifesto dos cientistas foi a tomada de posição, face ao resultado recente de uma compilação de pesquisas da neurociência. Representa um posicionamento inédito sobre a capacidade de outros seres perceberem sua própria existência e o mundo ao seu redor.

Chimpanzé alimenta um filhote de tigre dourado, em mini zoológico na cidade de Samutprakan, Tailândia: percepção de sua própria existência e do mundo ao seu redor (Rungroj Yongrit/EFE)

Low afirma que “todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.”

Nota: Philip Low é o criador do iBrain, o aparelho que recentemente permitiu a leitura das ondas cerebrais do físico Stephen Hawking.

A seguir, alguns vídeos do You Tube, divulgados pela revista Veja. Há, ainda uma diversidade de vídeos e imagens na web e em revistas científicas que podem reforçar as posições dos cientistas.

Pulpos: suave inteligencia (Octopus intelligence)

O vídeo mostra diversas situações em que o polvo consegue resolver problemas. Desde a captura de presas em diferentes tipos de recipientes até escapar de locais extremamente difíceis. As situações mostram que o animal é capaz de formular soluções para problemas específicos, o que denota, na opinião dos neurocientistas, um estado de consciência inteligente. [Revista Veja]

O corvo que faz ferramentas

Uma das condições para diferenciar seres humanos de outros animais é a capacidade de produzir ferramentas. Vários animais já demonstraram essa capacidade, como ursos e corvos. No vídeo, o animal entorta um pedaço de arame para formar um gancho. A ferramenta é utilizada para retirar o alimento de dentro do frasco. [Revista Veja]

Consciência dos elefantes

Ao avistar o filhote preso na enorme poça d’água, a mamãe elefante tenta resgatá-lo. Em seguida, outro elefante vem ajudar mãe e filho. A situação demonstra que os elefantes têm capacidade de perceber a necessidade de outros, uma das qualidade levadas em consideração na hora de definir se um ser possui consciência ou não. [Revista Veja]

Os ratos também dão risadas

Pesquisadores descobriram que os ratos também sentem cócegas, assim como os seres humanos. Ao passar os dedos ao longo do corpo dos animais, os cientistas descobriram que eles emitem um som inaudível aos seres humanos (a frequência é alta demais). A análise do áudio, contudo, revelou que os ratinhos morrem de rir. Isso só ocorreria, defendem os pesquisadores, se o animal tivesse algum tipo de consciência. “Não é possível rir inconsciente”, argumentam. [Revista Veja]

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Matéria: Quase Humanos

Entrevista com Philip Low: “Não é mais possível dizer que não sabíamos”, diz Philip Low

O que é consciência para a Filosofia e para a Ciência?

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Matéria anterior: Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Publicado por: goretef | junho 6, 2012

ELACOM: intercâmbio cultural

Publicado por: goretef | junho 5, 2012

Chargista convoca classe artística para a Cúpula dos Povos

Neste vídeo, artista e chargista brasileiro Carlos Latuff convoca artistas de todo o Brasil a participar e dispor seus serviços aos povos.

A Rede dos Povos é a plataforma colaborativa oficial de debates e publicação de conteúdos do evento. Ambiente aberto que permite a conexão entre os participantes da Cúpula, além de pessoas interessadas nos temas do encontro, que podem colaborar com postagens de conteúdos em texto, áudio e vídeo. O material fará parte do acervo web da Cúpula dos Povos e poderá ser veiculado na TV e Rádio Cúpula oficiais. Além de transmissão em tempo real para todo o mundo durante os dias do evento, esses canais contarão com diversos pontos de exibição espalhados estrategicamente pelo território do Aterro do Flamengo.

A Rede dos Povos tem por objetivo reunir materiais sobre a luta anticapitalista, classista, antirracista, antipatriarcal e anti-homofóbica, bem como dar visibilidade às práticas alternativas em economia solidária, agroecologia, culturas digitais, ações de comunidades indígenas e quilombolas. A plataforma tem como meta ainda a documentação colaborativa da Cúpula dos Povos em áudio, vídeo e texto, além de servir como espaço de debates e críticas ao modelo de “economia verde” e governança global proposta pela Rio+20, apontando alternativas a partir das visões dos movimentos sociais, organizações e coletivos da sociedade civil. Mais sobre a Rede dos Povos

Site Oficial da Cúpula dos Povos

Agenda Total é uma plataforma de conversação, comunicação, partilha de conteúdo e conhecimentos, desenvolvida para o UNIC Rio, que atenderá à Conferência Rio + 20.

Este ambiente foi projetado para integração de agendas de eventos , notícias, fóruns, wiks, chat, enquetes, postagem de documentos, vídeos, fotos em alta resolução, videoconferências e reuniões online, tudo integrado às redes sociais.

Mas, atenção:

Trata-se de uma rede social de acesso restrito, pois comportará a publicação e o compartilhamento de informações e conhecimentos gerados pelos grupos convidados integrantes de três momentos importantes da Conferência: Conferência Oficial, Eventos Paralelos e a Cúpula dos Povos.

Esses grupos poderão determinar quais publicações serão de livre acesso para o público não cadastrado.

“Economia verde não é um conceito fechado”, afirma Giancarlo Summa, diretor da ONU.

A expressão economia verde encerra um conceito cheio de controvérsias.  O que a Rio+20 considera economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza, pode ser compreendido em seu próprio texto:

“O desenvolvimento sustentável enfatiza uma abordagem holística, equitativa e clarividente à tomada de decisões em todos os níveis. Ele destaca não apenas o forte desempenho econômico, mas a equidade intrageracional e intergeracional. O desenvolvimento sustentável compete à integração e uma análise equilibrada dos objetivos sociais, econômicos e ambientais e os objetivos na tomada de decisão tanto pública quanto privada.

O conceito de economia verde concentra-se principalmente na intersecção entre o ambiente e a economia.  Isto relembra a Conferência Rio 1992: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento“.

Visto desta forma, o conceito de economia verde é muito amplo e pouco preciso. Talvez por isso, pelas lacunas que enseja, abre espaços para discussões, ressignificações e formação do constructo.

O Instituto Vitae Civillis, no contexto do seminário Diálogos Nacionais – Rumo à Rio+20, realizado como parte da iniciativa global da Green Economy Coalition, esboçou um Quadro Referencial para a Economia Verde no Brasil. Neste, adota o conceito correspondente à expressão em inglês, de uso internacional e no âmbito das Nações Unidas. Porém, considera, ainda, uma expressão muito ampla e que, por isso, deveria ser mais apropriada para conter a noção de que a dimensão social deve sempre somar-se à dimensão ambiental. Portanto, “Economia Verde e Inclusiva” seria mais apropriada para distinguir uma suposta diferenciação entre a “Economia Verde e Inclusiva” e a Economia, “apenas verde”.

Reportando-se ao conceito de  “Economia” como o “conjunto de atividades e instituições envolvidas na produção dos bens e serviços demandados pela sociedade, assim como os recursos (financeiros, materiais, humanos e intelectuais) para isso alocados”, foi-se delineando o Conceito Geral de Economia Verde:

É a Economia que resulta em melhoria do bem-estar humano e equidade social, ao mesmo tempo em que gera valor para a Natureza, reduzindo significativamente os impactos e riscos sociais e ambientais e a demanda sobre recursos escassos do ecossistema e da sociedade. Uma ‘Economia Verde’ se caracteriza pelo foco dos investimentos em atividades que, visando tais resultados, aproveitam e potencializam o capital natural, social e humano, considerando em suas decisões os limites do planeta e os interesses sustentáveis da sociedade.”

Economia Verde e Inclusiva

Vitae Civillis argumenta que embora a língua inglesa adote o termo green economy (economia verde),  há que se considerar as várias dimensões contidas nesse conceito,  que não restringe apenas a questões ambientais. O Instituto o traduz para o português como “economia verde e inclusiva”.

“É a economia que resulta em melhoria do bem-estar humano e equidade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e a demanda sobre recursos escassos do ecossistema. Uma economia verde e inclusiva é caracterizada por um crescimento substancial nos investimentos em setores econômicos que, visando tais resultados, aproveitam e potencializam o capital natural do planeta”.

Para o grupo de articulação Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, evento da sociedade civil paralelo à Rio+20, a economia verde prevê um modelo econômico que não combateria o uso de combustíveis fósseis [petróleo, por exemplo] também não implicaria em mudanças nos padrões de consumo e de produção industrial [atitudes e consciência na atividade produtiva]. O grupo considera também que o modelo incentiva “o mito de que é possível o crescimento econômico infinito”. A Cúpula promete combater este modelo nas discussões da Conferência.

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Aconselho também a leitura de:
Radar Rio+20, cuja abordagem, aprofunda mais as questões conceituais aqui colocadas.
O que está em jogo na Rio+20, documento que  condena o conceito de economia verde, defendido por integrantes de governos que participarão da Rio+20.
Dirigentes da Cúpula dos Povos criticam Rio+20 e economia verde, matéria da Rede Brasil Atual.

 

Publicado por: goretef | junho 5, 2012

Esquentando os motores (não poluentes) para a Rio + 20

A partir de hoje, o Teia Viva divulgará e fará alguns comentários sobre o que vai tratar a Rio + 20. Comentaremos pelo menos o que consideramos relevante para o campo da educação ambiental.

Começando pelo entendimento da Logomarca da Conferência:

“A logomarca contém os três pilares de desenvolvimento sustentável – o desenvolvimento social, o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental, conectados na forma do globo. As três cores fundem-se indicando a interligação três pilares.”

Considerando que a cidade do Rio de Janeiro será sede da Conferência…

Baía de Guanabara

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, acontecerá no período de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A denominação Rio+20 lembra os vinte anos de realização da Conferência das Nações Fracas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), conhecida também como ECO-92, Rio-92, Cúpula ou Cimeira da Terra. E, dez anos após a ECO-92, a ONU realizou a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo (África do Sul), a chamada Rio+10 ou conferência de Joanesburgo.

A Rio+20 deverá contribuir para definir a agenda (creio que quer dizer: trabalho, fazer acontecer) do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

O objetivo da Conferência é “a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas das nações sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.”

Temas principais:

  • A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e
  • A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

Os grifos são meus e indicam a ênfase que desejo ressaltar em posts futuros sobre as variáveis que considero as mais importantes no âmbito dos dois temas – economia verde (conscientização, negócios, atividade produtiva, educação ambiental, reciclagem, sustentabilidade); erradicação da pobreza (inclusão social, educação ambiental, capacitação, conscientização, apoio financeiro e tecnológico, micro, pequenos empreendimentos, sustentabilidade); estrutura institucional (conscientização, governança, políticas públicas, setor produtivo, sociedade civil, sistema educacional).

Programação da Rio + 20:

Segundo a programação contida no site oficial da Rio+20 a Conferência será composta por três momentos:

Nos dias 13 a 15 de junho, haverá a III Reunião do Comitê Preparatório, na qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência.
Entre 16  e 19 de junho estão previstos os eventos com a sociedade civil.
De 20 a 22 de junho, para o Segmento de Alto Nível da Conferência,  é esperada a presença de  Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.

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